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domingo, 4 de novembro de 2012

Um Motivo



Desde o primeiro momento em que pensei escrever sobre o cultivo de minha amizade com Deus, uma pergunta vem se formando e ecoando em meu coração: por quê? Não sou uma pessoa dada ao hábito de fazer algo por simplesmente fazer. Tudo quanto realizo precisa ter um motivo; ou fazer sentido, no mínimo. De maneira que eu precisei pensar por um bom tempo antes de iniciar o processo de criação dessa página. Por que escrever, afinal?

Ora, acontece que a visão que eu tinha de Deus não me parece muito justa. Sempre O imaginei velho, de longas barbas brancas, com uma feição sisuda, nada amigável, atrás de um grandessíssimo livro, onde ia anotando tudo quanto houvéssemos feito de errado, para no último dia nos condenar por cada ato contrário à Sua vontade. Fui condicionada a ver o nosso Deus como distante, poderoso, destruidor e controlador. Resumindo, tinha uma visão distorcida. Imaginava-O como um tirano, o que não poderia ser menos justo.

Por outro lado, desde a adolescência, tenho ouvido as pessoas falarem sobre abrir o coração a Jesus. Preciso ser sincera contigo, leitor querido - ou todo o meu relato não terá valido nada: nunca soube muito bem o que queria dizer isso. Imaginava um grande coração vermelho, infantil, com uma fechadura e pensava "ok, como é isso de abrir o coração?". Racionalmente falando, eu poderia explicar. Se me perguntassem o que significavam aquela expressão, eu teria respondido que seria algo como aceitar viver de acordo com o que Deus queria para nossa vida. Mas não saberia relatar a maneira pela qual isso mudaria minha vida. E nem me sentia à vontade para "abrir o coração" para alguém que eu não conhecia e em quem eu não conseguia confiar.

Ocorre que, todo esse tempo, o Senhor tem me incomodado para que O conheça. E recentemente eu decidi tentar fazer isso. Muito devagar, na quietude do meu quarto e aos poucos, fui procurando saber quem é esse Deus de que falam as Escrituras. Pedi sinceramente que Ele me ajudasse nessa busca e que me amparasse. Pedi sabedoria, discernimento e amor por Ele. Pedi perdão por minhas faltas e expliquei o que sentia, sem ocultar nenhum detalhe. Acrescentei, por fim, que queria saber quem Ele de fato é, para que pudesse amá-lO e, confiante, entregar-lhE o comando de minha vida. O resultado foi algo incrível!

Apesar de minha imaginação ter traçado para Deus uma imagem dura, julgadora e ríspida, o Senhor tem se apresentado para mim com uma suavidade surpreendente. Cercando-me de cuidados, sutilmente Ele se mostra: uma palavra por dia, um gesto por vez, dando-me a entender que me ama, me respeita e me quer voluntariamente. Compreendi finalmente o que queriam dizer quando afirmavam que Jesus não arromba os corações. Entendi o significado do versículo que diz "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo" (Apocalipse 3:20).

E não posso expressar corretamente a alegria que sinto ao estar conhecendo um Deus misericordioso, que se fez humano e conhece nossas misérias; que viveu e sentiu como nós; que caminhou por esse mundo, e nos conhece pessoalmente, intimamente. Estou conhecendo um Deus que se importa conosco em coisas mínimas, que cuida de detalhes e que tem um amor cuja dimensão não se pode exprimir. Estou descobrindo um Senhor que, sendo perfeito, santo, poderoso, digno de toda glória, não nos despreza, mas nos ama infinitamente.

Estou encantada, querido leitor, com essa novidade. Estou admirada e muitíssimo feliz com minhas descobertas. Estou cheia de esperança de que, apesar de minhas fraquezas e minhas falhas, eu possa alegrar o coração desse Jesus que se deu por cada um de nós.

Fiquem todos em paz.
Um abraço
Fê Coelho


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Quem sou eu



Permitam-me apresentar: meu nome é Fernanda Coelho e sou uma pessoa comum. Sou enfermeira e escritora, mãe, filha, amiga e outros rótulos que podem ser tecidos com base em nossas relações pesoais.

Tenho o hábito de pensar exaustivamente sobre muito do que acontece em minha vida e, frequentemente, essas coisas acabam virando textos. Escrevo outro blog há mais tempo, no qual costumo postar crônicas a respeito do cotidiano e alguns textos literários diversos. Ora, qual é, então, o motivo para outra página?

Ocorre que há algum tempo, tenho tido esse incômodo, uma espécie de comichão por conhecer Jesus mais a fundo, de uma maneira pessoal. Essa tem sido uma busca absolutamente íntima, que tem provocado mudanças profundas na minha maneira de ver a vida, as pessoas e os acontecimentos. Muitas coisas tomaram importância, enquanto outras simplesmente deixaram de importar. E pensei que gostaria de compartilhar esse novo olhar com as pessoas.

Não entendo absolutamente nada de teologia. Não pretendo ensinar ninguém a viver, ou dizer aquilo que deve ser ou não feito. Não sou uma religiosa. Sou uma pessoa falha, com algumas qualidades e defeitos, que provavelmente não saberá o que fazer em vários momentos. Sou, entretanto, alguém que tem vontade de acertar, de conhecer Jesus e estar próxima dEle. Aqui vos fala uma pessoa em busca de uma amizade sincera com alguém que morreu por mim e que, ressucitando, abriu a todos nós as portas do Céu.



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