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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Final Feliz




Passei a última semana a ler. Foram três livros de mais de quinhentas páginas, que compõem uma série da qual gostei bastante. Passei as páginas avidamente, as horas fluindo sem que eu percebesse. E ao final, a personagem principal morreu. Oi? Como assim, gente?! Chorei, me irritei, me frustrei e passei as últimas horas pensativa a respeito do peso que têm as coisas escritas. O que se escreve perdura. O que se lê age para transformar. Deve ser por isso que Deus quis um livro para si.

Como escritora, sei que os personagens precisam parecer reais o suficiente para convencer e fantásticos o bastante para encantar. Me peguei pensando a esse respeito, enquanto analisava a frustração que senti pela morte de uma personagem que sequer é real, que não andou por essa Terra, com quem não tenho a menor ligação; uma criação de uma boa mente. Observei que seu final não foi feliz, não como eu gostaria. E o Espírito Santo falou. Ele sempre fala; nós é que não paramos para ouvir.

Em meu coração, surgiu a seguinte constatação: eu estive sofrendo por um relato fictício, com um final triste e com o qual não tenho muito a ver. Aquela não é a minha história. Todavia, tenho ao alcance das mãos e folheio diariamente um livro repleto de narrativas a respeito de pessoas reais, que viveram nessa Terra, amaram, lutaram e foram amadas infinitamente por Deus. Tenho acesso a um livro que pode e tem transformado a minha vida diariamente, que me ensina, consola, fortalece e guia. Uma história de amor como nenhuma outra, porque é a minha história de amor; aquela que me mostra a inconfundível ação de Deus e seu cuidado.

Tenho comigo uma história que ainda está sendo construída e que diz respeito a mim em cada aspecto. Uma capaz de me transformar em "carta de Cristo(...), escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de coração de carne" (2Coríntios 3:3). Creio que o Senhor nos transforme nessas cartas para mostrar a outras pessoas o resultado do Seu amor imensurável, da Sua capacidade transformadora e redentora. Sua capacidade de nos tornar uma parte de tudo aquilo que Ele tem construído e que ainda fará.

A Bíblia traz consigo a maior de todas as promessas: a de um amor sublime a ponto de me permitir viver eternamente, plenamente. A promessa de ser saciada em minhas necessidades mais profundas, pois Ele disse "derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca; derramarei meu Espírito sobre a sua posteridade e a minha bênção sobre a tua descendência" (Isaías 44:3).

Na Bíblia, o personagem principal também morreu. Ele se doou por cada um de nós. Mas ressuscitou ao terceiro dia, nos garantindo algo que jamais conseguiríamos por nossos próprios meios: a salvação. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

E, sinceramente, creio que esse seja o melhor final que um autor pode proporcionar.

A Paz.
Um abraço,
Fernanda Coelho.


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